Tocando Agora: ...

Bloco Afropira apresenta história do Egito antigo e raízes africanas no Carnaval 2026

Publicada em: 11/02/2026 09:25 -

O Bloco Afropira é atração do Carnaval 2026 em Piracicaba (SP) em apresentações que acontecem nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro no Instituto Afropira (R. Cel. João Mendes Pereira de Almeida, 198, Nova América). O tema é “Egito – Raízes Africanas: Uma releitura afrocentrada da história do Egito Antigo”. O evento é voltado a pessoas de todas as idades. A entrada é gratuita e os abadás estão à venda por R$ 45 pelo telefone (19) 999290-1867.

 

Nos três dias, se apresenta o Bloco Afropira e mais uma atração. No dia 15 (domingo), a programação acontece das 16h às 22h e reunirá também Samba de Roda. No dia 16 (segunda), o evento acontece das 18h às 23h, com Pimenta Preta. No dia 17, as atrações acontecem das 16h às 22h, com Som da Massa como convidado do Bloco Afropira. Haverá realização de tranças, pintura afro, espaço infantil e área de alimentação.

 

A realização é do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura e Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. O apoio é da Prefeitura de Piracicaba (por meio das secretarias de Cultura, de Turismo e de Cidadania e Parcerias), Edital Carnaval Piracicaba 2026 (para Blocos), Chamamento Público nº 02/2025, Rede Municipal de Pontos de Cultura de Piracicaba/SP por meio da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), ETC Produtora, MVF Produtora, Piracerva e Coletivo de blocos.

 

Egito e raízes africanas

 

O Bloco Afropira apresenta no Carnaval 2026 o tema “Egito – Raízes Africanas: Uma releitura afrocentrada da história do Egito Antigo”. O objetivo é provocar reflexão e reconectar a história do Egito Antigo às suas raízes africanas, a partir de um olhar afrocentrado, de forma a fazer frente a um processo de branqueamento que também acontece no Egito e valorizar a diversidade.

 

“Durante muitos anos, o Egito foi apresentado ao mundo por uma narrativa distorcida, construída a partir de perspectivas eurocêntricas que apagaram a presença africana e negra de uma das civilizações mais antigas e influentes da humanidade. Esse apagamento não é apenas um erro histórico, mas um reflexo direto do colonialismo, do racismo estrutural e da negação das contribuições africanas para a ciência, a cultura, a espiritualidade e a organização social”, afirma Elaine Teotonio, uma das idealizadoras do Bloco Afropira.

 

“Este tema convida o público a revisitar a história, valorizar pesquisas afrocentradas, reconhecer intelectuais africanos e da diáspora, e compreender que contar a própria história é um ato de resistência. É também um chamado para fortalecer a autoestima, a identidade negra e a educação antirracista, especialmente entre crianças, jovens e comunidades periféricas”, diz Marcos Farias, o Mestre Marquinho, um dos idealizadores do Bloco Afropira.

 

De acordo com os idealizadores, a ideia do tema surgiu a partir de estudos sobre blocos afros como Ilê Ayê, Muzenda, Timbalada, Filhos e Filhas de Gandhy e principalmente o Olodum. O Bloco Afropira iniciou a pesquisa de como estes grupos chegam aos temas para cada carnaval e como são feitas as pesquisas dos compositores para chegarem a letras com conteúdos históricos que hoje são utilizados em escolas e universidades.

 

Pesquisas, talentos e encontro de gerações

 

Grupo percussivo que atua com uma proposta artística voltada à valorização das culturas afro-brasileiras por meio da música, da educação e da ocupação cultural dos espaços públicos, o Bloco Afropira realiza atividades ao longo de todo o ano em Piracicaba e também em outras cidades. Semanalmente, promove aulas na sede do Instituto Afropira. Em janeiro de 2026, dois diretores e cinco alunos tiveram aulas com um dos mestres do Olodum, na Bahia.

 

Bloco que tem trajetória social, traz como destaque em sua caminhada o fato de contar com alunos que iniciaram crianças e hoje são professores no projeto, como também a revelação de talentos durante estes anos de existência. Agora, em 2026, reunirá a participação de Andréia, Deise e Isabela, mulheres talentosas que sonhavam em ter um lugar para cantar e terão essa oportunidade no Bloco Afropira. 2026 será também o terceiro ano em que o Bloco Afropira, além do companheiro Mestre Marquinho, contará com a participação do pai de Elaine (que sempre a acompanhou nos bastidores e agora está no palco) e de seu filho de 8 anos, num aguardado encontro de gerações.

 

SERVIÇO

 

Mais informações sobre a programação do Carnaval 2026 do Bloco Afropira podem ser obtidas no Instagram: @afropira

 

Compartilhe:
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...