45ª Edição – 21/02/2026
Mente&Foco
TÍTULO: Autocrítica excessiva enfraquece a liderança, exigência sem compaixão gera medo, não crescimento.
Existe uma crença silenciosa no mundo empresarial: líderes fortes são líderes duros principalmente consigo mesmos.
A autocrítica vira rotina interna. “Eu deveria ter feito melhor.” “Não posso falhar.” “Se eu errar, perco autoridade.” O que parece disciplina, muitas vezes é autoataque.
A neurociência mostra que a autocrítica severa ativa o sistema de ameaça no cérebro, elevando cortisol e reduzindo acesso às áreas responsáveis por criatividade, visão estratégica e tomada de decisão ponderada.
Na clínica, líderes altamente autocríticos costumam ser competentes, mas vivem com sensação crônica de insuficiência. Mesmo com bons resultados, o sentimento interno é de que nunca é suficiente.
A Terapia Cognitivo-Comportamental diferencia responsabilidade de punição interna. Responsabilidade envolve reconhecer erros, ajustar rotas e aprender. Autocrítica excessiva envolve julgamento global, o erro deixa de ser comportamento e passa a ser identidade.
Líderes que não toleram falhas próprias também tendem a gerar equipes com medo de errar. E medo não gera inovação, gera retração.
A autocompaixão aumenta persistência, resiliência e capacidade de aprendizagem.
Você não precisa se violentar para evoluir.
Precisa regular seu estado emocional para continuar liderando com clareza.
Liderança saudável começa na forma como você conduz seu diálogo interno.
Giovana Mendes
Psicóloga | CRP 06/213988
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Transtornos Alimentares
Rua Dr. Alvim, 825 – São Dimas
Base – Espaço de bem-estar e saúde
