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Coluna: Além do Pódio

Publicada em: 11/03/2026 07:54 -

Sistema da nação

 

Quando um atleta sobe ao pódio, o aplauso é coletivo, mas o caminho até ali quase sempre foi solitário.

O esporte amador brasileiro sustenta toda a pirâmide esportiva. É nele que estão os professores que formam atletas, os pais que financiam sonhos, as academias que funcionam com recursos limitados e os gestores que fazem muito com quase nada.

Sem dúvida nenhuma, é o setor menos valorizado, menos ouvido e menos financiado.

Sem o esporte amador não existe alto rendimento, sem base não existe seleção, sem professores não existe futuro esportivo.

O problema é que o sistema insiste em olhar apenas para o topo. Políticas públicas focam no resultado final, não no processo. Investimentos priorizam quem já chegou, não quem está tentando chegar.

O resultado é um funil cruel: milhares começam, poucos continuam e pouquíssimos chegam. Não por falta de talento, mas por falta de estrutura.

Tratar o esporte amador como política pública não é gasto, é investimento em educação, saúde, segurança e cidadania.

Enquanto isso não for compreendido, o pódio continuará sendo exceção e não consequência de um sistema eficiente. O esporte brasileiro não precisa apenas de mais medalhas.

Precisa de mais base, mais gestão e mais coragem para olhar além do pódio.

Mas de fato, esse não é o único problema quando olhamos para a geração atual de pais, mães, jovens e crianças. Sobre isso, falaremos em um outro momento. Uma ótima quarta-feira a todos nós!

 

Frederico Mitooka

Gestor Esportivo | CREF 027474-G/SP

Graduado em Educação Física e Comunicação Social com pós-graduação em Ciências Políticas e especialização em Gestão Pública.

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