Por Vitor Prates - Rádio Piracicaba
Foto Crédito - Mariana Kasten - XV de Piracicaba
O XV de Piracicaba começou o quadrangular final da Série A2 como se exige de um time que sonha com o acesso: competitivo. Mas também deixou claro, nesses dois primeiros jogos, qual é o seu principal problema — e ele pode custar caro.
Dois empates sem gols, contra Água Santa e Ituano, desenham um retrato fiel do momento da equipe: segura atrás, mas travada na frente.
Na estreia, no Barão da Serra Negra, o XV tinha a obrigação de se impor. Era jogo para mostrar força, empurrar o adversário e largar na frente. Não fez. O empate sem gols não foi um acidente — foi consequência de um time que ainda joga com o freio de mão puxado.
Contra o Ituano, fora de casa, o cenário muda um pouco. O ponto é mais aceitável, e o jogo exigia inteligência. E o XV teve isso. Mas, novamente, pouco produziu. E aí mora o problema: não dá para depender só da defesa em um quadrangular tão curto.
Mas identidade sem gol não leva ao acesso.
O quadrangular não perdoa. É tiro curto, confronto direto, detalhe que decide. E nesse cenário, empatar demais é o mesmo que ficar. O XV ainda está vivo, competitivo e totalmente dentro da briga — mas precisa mudar o comportamento ofensivo com urgência.
Falta o último passe. Falta presença na área.
Porque, no fim das contas, quem quer subir não pode apenas evitar a derrota. Precisa, em algum momento, ir lá e ganhar o jogo.
E o tempo para isso já começou a correr. Quarta-feira, às 20h15, tem o Votuporanguense, momento de a torcida fazer a diferença na arquibancada e o time arrancar no quadrangular final.