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Coluna: Além do pódio

Publicada em: 08/04/2026 09:22 -

Prioridades

 

O discurso é conhecido: o esporte é importante. Na prática, ele quase sempre fica no fim da fila.

 

Nos municípios, o esporte costuma disputar espaço orçamentário com áreas vistas como “mais urgentes” e o erro está justamente aí. O esporte não é concorrente da saúde, da educação ou da segurança — ele é parte da solução. Quando bem estruturado, o esporte reduz evasão escolar, melhora indicadores de saúde, fortalece vínculos comunitários e afasta jovens da violência. Ainda assim, segue tratado como atividade complementar, recreacional ou ações pontuais.

 

Outro problema é a falta de leis que garantam o recurso para planejamento de longo prazo. Muitos municípios investem em planejamentos a curto prazo, eventos isolados, enquanto deixam de estruturar programas permanentes de base e principalmente de desenvolvimento. O resultado aparece rápido na foto, mas não se sustenta no tempo. O esporte precisa deixar de ser calendário e passar a ser política pública estruturada. Enquanto não compreenderem que investir em esporte é investir em prevenção, os municípios continuarão pagando caro lá na frente por economizar agora.

 

Mas tudo isso é explicável. Quanto dos nossos representantes no poder público que você conhece que dizem que o esporte é essencial pratica esporte? É o velho ditado: faça o que eu falo mas não faça o que eu faço.

 

 

 

 

Frederico Mitooka

Gestor Esportivo | CREF 027474-G/SP

Graduado em Educação Física e Comunicação Social com pós-graduação em Ciências Políticas e especialização em Gestão Pública.

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