Tarifaço ameaça economia paulista e evidencia carência de líderes preparados
Tammy Silva, pós-graduanda no MBA em Gestão de Pessoas pela USP/Esalq
A economia de São Paulo pode sofrer fortes impactos com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Estimativas do governo estadual apontam que a medida pode provocar uma retração de até 2,7% no PIB, atingindo setores estratégicos como café, laranja, aço e aeronaves. O efeito esperado é a perda de até 120 mil empregos e uma redução anual de R$ 7 bilhões na massa salarial.
A crise se soma a um mercado de trabalho já marcado pela escassez de profissionais qualificados. Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revelou que, apenas no primeiro trimestre de 2024, 77% das empresas tiveram dificuldades para preencher vagas. Para 64,5% das organizações, o principal entrave foi a insuficiência de qualificação dos candidatos.
Nesse cenário, a combinação entre retração econômica e déficit de mão de obra qualificada torna ainda mais urgente o desenvolvimento de lideranças capazes de enfrentar momentos de instabilidade.
A qualificação em liderança pode desempenhar papel decisivo no atual contexto. O tarifaço reforça a necessidade de líderes preparados para alinhar gestão de pessoas às estratégias de negócio. Em um ambiente de retração, são as competências humanas e estratégicas que diferenciam as empresas capazes de se adaptar daquelas que ficam pelo caminho.
Ela acrescenta que a formação de lideranças não deve ser vista apenas como uma questão técnica, mas também social e econômica.
Ao discutir inovação e gestão de pessoas, percebi que liderar é preparar equipes para atravessar períodos de crise e, ao mesmo tempo, criar ambientes adaptáveis às mudanças externas. Esse tipo de preparo pode ajudar São Paulo a reduzir os efeitos do tarifaço e manter sua relevância no cenário industrial.