Está aberta no Sesc Piracicaba a exposição “Aterra”, que reúne fotografias sobre histórias ligadas à produção agrícola e à conservação de florestas em diferentes territórios brasileiros. A mostra é realizada por meio de parceria entre o Cacuí (Centro de Aprendizagem e Cultura do Imaflora) e o Sesc. A entrada é gratuita e a mostra fica aberta à visitação até o dia 28 de junho, de terça a sexta-feira das 13h30 às 21h30, e aos sábados, domingos e feriados das 9h45 às 17h45.
Os registros que compõem a mostra, aberta no dia 8 de abril, foram captados nas operações em campo do Imaflora e buscam retratar a diversidade de pessoas e práticas agrícolas e florestais, considerando diferentes territórios, biomas, programas e comunidades.
“A exposição traz à tona imagens que revelam pessoas, histórias e diferentes modos de vida. É um material que convida o público a refletir sobre como a nossa subsistência e a nossa identidade estão enraizadas em um mesmo solo ancestral, atual e vital: a Terra”, diz Maní Mugnaini, coordenadora do Cacuí.
Mural artístico em tintas naturais
Na área da exposição, o público pode conferir um mural artístico produzido com tintas naturais e desenvolvido pelo artista orgânico Jhon Bermond e sua equipe. A obra, criada a partir de pigmentos extraídos da própria natureza, representa diferentes biomas brasileiros, suas faunas, floras e expressões culturais, de forma a ampliar a experiência sensorial e simbólica da mostra.
Território, desenvolvimento e crise climática
O Imaflora, organização não governamental brasileira, atua há 31 anos promovendo a convergência entre produção e conservação, em benefício das pessoas, da economia e do meio ambiente. Um legado que é trazido à tona nos painéis reunidos na mostra, que destacam a relação intrínseca entre sociedade e natureza.
Como parte da experiência, o público poderá assistir ao documentário “Aterra”, dividido em três episódios, que aprofunda reflexões sobre território, desenvolvimento e crise climática. A exposição é um desdobramento do material audiovisual, produzido para comemorar as três décadas do Imaflora.
“Em um contexto de crise climática global, essa ação reforça a urgência de repensar escolhas e fortalecer vínculos com a natureza, apontando para caminhos de conservação, responsabilidade e transformação coletiva”, afirma Maní.
Diferentes atividades
Ao longo do período em que a mostra “Aterra” ficará aberta, haverá uma programação complementar no espaço expositivo, que reunirá atividades como oficinas temáticas, visitas guiadas com educadores ambientais e ações voltadas a diferentes públicos, incluindo crianças, jovens, escolas e visitantes em geral.
“A expectativa é que a mostra fortaleça o diálogo com o público sobre os desafios socioambientais contemporâneos, ampliando o acesso a essas pautas por meio de experiências sensíveis que conectam conhecimento, cultura e território”, completa a coordenadora do Cacuí.