Por Vitor Prates - Rádio Piracicaba
Foto: Mariana Kasten - XV de Piracicaba
Falar do XV de Piracicaba é, acima de tudo, falar de sentimento. E talvez seja justamente esse sentimento que esteja definindo o momento atual do Nhô Quim: um time que luta, compete, mas insiste em viver no limite.
A virada de chave para a Série D do Campeonato Brasileiro mostra um XV que começou bem. Em dois jogos, uma vitória, um empate, quatro pontos somados e a vice-liderança no Grupo A14. Números que, friamente, são positivos. Mas o torcedor sabe que, por trás disso, existe um time que ainda oscila mais do que deveria.
E essa oscilação não é novidade. Basta olhar para o que foi o caminho no Paulista A2. A classificação veio na última rodada, com sofrimento e dependência de outros resultados. E agora, mais uma vez, a história se repete.
A quarta-feira chega com cara de decisão. O XV precisa fazer a sua parte contra o Água Santa, que já entra em campo eliminado. Mas não basta vencer. De novo, o torcedor quinzista vai dividir o coração — metade em Diadema, metade em Itu, secando o Ituano contra o Votuporanguense.
Por outro lado, também é preciso reconhecer: esse elenco não se entrega. Mesmo com limitações, o XV briga, se mantém vivo e dá ao torcedor a chance de sonhar — ainda que seja no sufoco.
No fim das contas, o momento do XV de Piracicaba é esse: um time competitivo, guerreiro. Porque paixão não falta em Piracicaba.
E enquanto isso não acontece, o torcedor segue como sempre foi: vivendo noites como essa quarta-feira — no rádio, na arquibancada ou no celular — sofrendo, torcendo e acreditando até o último minuto.