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Copa do Mundo - 1954

Publicada em: 03/05/2026 11:59 -

Em ritmo acelerado de Copa do Mundo estamos trazendo para o publico da Rádio Piracicaba a Série Copa do Mundo, suas histórias, curiosidades e muito mais.

Nesta edição, vamos falar um pouco da Copa do Mundo de 1954.

Copa do Mundo – 1954

Em 1954 a poderosa Alemanha conquistava seu primeiro título mundial batendo a favorita Hungria de Puskas. Na primeira fase os húngaros simplesmente enfiaram um sonoro 8 a 3 nos alemães.

Mesmo assim os germânicos conseguiram avançar de fase. O Brasil caiu justamente contra a Hungria nas quartas de final. O destino quis uma revanche entre Alemanha e Hungria na final do torneio.

E o ‘Milagre de Berna’ aconteceu. A Alemanha ganhou por 3 a 2 e sagrou-se campeã pela primeira vez.

Esta edição foi a que teve a maior média de gols de todas as copas, com 140 gols em 26 partidas, uma média de 5,38 gols por partida.

Este recorde foi proporcionado principalmente pelos resultados do Grupo 2, que tinha a Hungria, a Alemanha Ocidental, a Turquia e a Coreia do Sul, tendo goleadas em todas as partidas (Alemanha Ocidental 4 – 1 Turquia; Hungria 9 – 0 Coreia do Sul; Hungria 8 – 3 Alemanha Ocidental; Turquia 7 – 0 Coreia do Sul; Alemanha 7 – 2 Turquia).

Além disso, houve resultados como Uruguai 7 – 0 Escócia, Áustria 5 – 0 Tchecoslováquia, Alemanha 6 – 1 Áustria e Áustria 7 – 5 Suíça, esta última sendo a partida com o maior número de gols em todas as Copas.

Números da Copa do Mundo 1954:

Duração: 19 dias

Jogos: 26

Países: 16

Prorrogações: 3

Cidades-sede: 6

Gols: 140 – média de 5,38 por partida

Melhor ataque: Hungria marcou 27 gols

Pior ataque: Coreia, Escócia e Tchecoslováquia, nenhum gol marcado

Melhor defesa: Uruguai e França, 3 gols sofridos

Pior defesa: Coreia, sofreu 16 gols

Transmissão direta pela TV: 1ª Copa a ter transmissão

Países europeus que receberam jogos ao vivo: 8 (Suíça, França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica e Dinamarca)

Valor pago pela delegação brasileira à alfândega: 200.000 cruzeiros (equivalente a cerca de R$ 73.800)

Recorde de gols em uma única partida: 12 (Áustria 7 x 5 Suíça)

Modelos de camisas enviadas em concurso para definir o novo uniforme da seleção: 200

Tempo que Zezé Moreira deixou a seleção isolada da imprensa: 72 horas

Brasil na Copa do Mundo de 1954:

Técnico Zezé Moreira lidera desfile da seleção que disputou as eliminatórias contra o Chile Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo

Arquivo: O Globo

Esquecer a tragédia na final da Copa de 1950. Foi com esse pensamento que o Brasil embarcou para a Suíça. Do time vice-campeão, apenas seis jogadores continuaram na seleção: o goleiro Castilho, o zagueiro Nilton Santos, os meias Ely e Bauer, e os atacantes Baltazar e Rodrigues.

Até o uniforme foi mudado. A famosa camisa amarela fez a sua estreia em Copas, substituindo a branca, considerada um dos fatores de "azar" na derrota para o Uruguai, em 1950. O técnico também mudou. Flavio Costa deu lugar ao autoritário Zezé Moreira, que em 1952 dera ao Brasil o seu primeiro título oficial internacional - o Pan-Americano do Chile.

As novidades do novo treinador eram o esquema 4-3-3 (recuando o ponteiro Telê Santana para ajudar no meio-campo) e a marcação por zona. Como aconteceu em 1950, o primeiro adversário foi o México. E a seleção brasileira venceu com facilidade: 5 a 0. Pinga, duas vezes, Baltazar, Didi e Julinho marcaram os gols do Brasil.

O segundo jogo da seleção brasileira foi contra a Iugoslávia. O empate em 1 a 1 classificaria as duas equipes, mas o Brasil continuou pressionando, para desespero dos iugoslavos. No final do jogo, os brasileiros deixaram o campo chorando, pensando que haviam sido eliminados. O engano só foi desfeito quando todos estavam nos vestiários.

Nas quartas de final, a rival foi a poderosa Hungria. O craque Puskas, astro húngaro, machucado, não jogou. Mesmo assim, sua equipe não deu chances aos Brasil, abrindo 2 a 0 em apenas sete minutos de bola rolando, com gols de Hidegkuti e Kocsis.

Djalma Santos, de pênalti, deu uma pequena esperança à torcida ao descontar o marcador, ainda no primeiro tempo. Mas o gol de Lantos, aos 15min do segundo tempo, colocou a Hungria de novo próxima das semifinais. Cinco minutos depois, Julinho Botelho voltou a descontar a favor do Brasil, que pressionava em busca do empate.

A partir dos 25min, porém, a partida descambou para a violência. Nilton Santos e Bozsik se agrediram e foram expulsos pelo árbitro Arthur Ellis (que fora bandeirinha na final em 1950). Minutos depois, Humberto acertou uma voadora em Lorant e deixou o Brasil com nove em campo. Aproveitando a vantagem numérica, Kocsis fechou o placar para a Hungria, aos 43min.

Nem mesmo o final da partida acalmou os ânimos. Os jogadores dos dois times voltaram a se enfrentar na saída do campo. Maurinho deu um soco em Czibor. Já no túnel, Puskas abriu a testa de Pinheiro com uma garrafada. Nem os técnicos escaparam. Zezé Moreira acertou Guzstav Sebes com uma chuteira. Por tudo isso, o confronto ficou conhecido como "A Batalha de Berna". Mais uma vergonha para os eliminados brasileiros antes da volta para casa.

Final da Copa do Mundo de 54

Para o jogo final da Copa, a seleção húngara contava com a volta de seu craque Ferenc Puskás, que havia se machucado ainda na fase de grupos. Já a seleção alemã, que chegou tímida ao campeonato, havia estudado o adversário e pensado em novas táticas em campo.

Mais de 60 mil pessoas estiveram no estádio Wankdorf, na cidade de Berna, para assistir à final da Copa do Mundo entre Hungria e Alemanha (Ocidental). Em um jogo com muita chuva, o estilo de jogo alemão prevaleceu sobre a forte seleção da Hungria.

A Alemanha, assim, sagrou-se campeã da 5ª edição da Copa do Mundo, por 3 x 2. Este feito também virou filme: O Milagre de Berna.

Primeira Copa do Mundo Transmitida pela Televisão

A Copa de 54 foi a primeira a ser televisionada, ainda que somente para certos países da Europa. Foi também nesta Copa que a equipe húngara introduziu o aquecimento antes de suas partidas, prática incomum na época.

Isso explicaria como a equipe conseguiu grandes vantagens no início de todos os jogos que participou na Copa, apesar da derrota final.

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