A era da Inteligência Artificial está potencializando as ameaças cibernéticas pelo globo, tanto em volume quanto em velocidade. Para entender como a guerra cibernética funciona, a atualização constante é imperativa. Estão abertas as inscrições para o novo minicurso gratuito USP/Esalq Cibersegurança: Segurança da Informação e Ataques Cibernéticos, que será realizado on-line, de 11 a 18 de junho de 2026, das 19:00 às 22:00. O curso é inteiramente gratuito.
A Cibersegurança é uma das áreas mais estratégicas da tecnologia, motivo pelo qual o Brasil deve investir R$ 104,6 bilhões na área até 2028, segundo projeções da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), um aumento de 43,8% em relação ao período anterior (2021 a 2024).
No Relatório de Cibersegurança 2025: Panorama e Insights, a entidade ressalta que o Brasil conquistou um reconhecimento importante no cenário internacional como o único país da América do Sul com alta pontuação em maturidade de cibersegurança — classificado como Tier 1 no Global Cybersecurity Index (GCI), elaborado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).
A posição reflete o compromisso do Brasil com a agenda global de cibersegurança. Entre os cinco pilares do GCI, o país ainda tem oportunidades de avanço em dois: estruturas organizacionais e capacitação em cibersegurança. Isso envolve fortalecer a governança institucional e ampliar ações de formação, conscientização e desenvolvimento de competências digitais.
Em função disso, o investimento vem aumentando. No cenário global, o país já aparece como o 12º que mais investe em segurança. Em 2024, o montante gasto mundialmente foi de US$ 207,8 bilhões, e a previsão para 2029 é de US$ 376,6 bilhões.
Aumento dos ataques
Um dos motivos do aumento, no caso brasileiro, é o avanço dos ataques direcionados ao país. De acordo com relatório da DeepStrike, o Brasil está entre os sete países que mais sofreram ataques cibernéticos em 2025. A economia digital brasileira continua a acelerar em 2026, mas a exposição ao risco cibernético se expandiu a um ritmo igualmente agressivo e, em muitos setores, desproporcional.
Plataformas de tecnologia financeira, ecossistemas de comércio eletrônico transfronteiriço e a adoção de infraestrutura multicloud ampliaram coletivamente a superfície de ataque regional. O custo médio global de violações de dados ultrapassou US$ 5,3 milhões em 2026, enquanto as organizações brasileiras frequentemente sofrem impactos que ultrapassam R$ 8 a 10 milhões.
Em setores regulamentados, como fintechs, saúde e energia, uma violação também pode resultar em suspensão temporária de serviços ou prazos de remediação impostos pelo governo. Esse ambiente de risco multifacetado transformou os testes de cibersegurança, antes uma tarefa técnica de TI, em uma discussão de governança em nível de diretoria, envolvendo diretores financeiros, consultores jurídicos, gestores de risco, líderes de compliance e comitês de compras.
Nesse cenário, o profissional bem-preparado será o mais valorizado no mercado, tanto entre os gestores que querem entender os riscos digitais quanto entre os estudantes de tecnologia ou os desenvolvedores, analistas e profissionais de infraestrutura.
O minicurso da USP/Esalq será ministrado pelo professor Carlos Eduardo Rodrigues, coordenador de tecnologia com atuação nas áreas de Produtos, Segurança e Infraestrutura em nuvens. Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFSP – Campus Piracicaba.
Serviço
· Minicurso: Cibersegurança: Segurança da Informação e Ataques Cibernéticos
· Ministrado por: Carlos Eduardo Rodrigues, coordenador de tecnologia com atuação nas áreas de Produtos, Segurança e Infraestrutura em nuvens. Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFSP – Campus Piracicaba
· Aulas: on-line, ao vivo e gratuitas
· Data: 11 a 18 de junho
· Horário: das 19:00 às 22:00 (quintas-feiras)
· Inscrições: até 17 de junho
· Link inscrições: Cibersegurança: Segurança da Informação e Ataques Cibernéticos