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Tarifaço: Simespi defende negociação e ampliação das exceções

Publicada em: 16/07/2026 15:19 -

O Simespi (sindicato patronal das indústrias do setor metalmecânico de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, medida que passa a vigorar no próximo dia 22.

 

Para a entidade, embora a ampliação da lista de produtos isentos represente um avanço em relação ao cenário inicialmente anunciado, o novo tarifaço ainda afeta segmentos estratégicos da indústria nacional e poderá trazer reflexos importantes para o parque industrial de Piracicaba e região, um dos principais polos brasileiros de fabricação de máquinas, equipamentos, componentes e bens de capital.



O presidente do Simespi, Paulo Estevam Camargo, destaca que diversas empresas da base sindical mantêm relações comerciais com o mercado norte-americano ou integram cadeias globais de fornecimento, o que amplia os efeitos da medida.



Além das empresas exportadoras, o dirigente ressalta que os impactos poderão atingir fabricantes que fornecem máquinas, equipamentos, peças e serviços para o setor sucroenergético. "Nossa região concentra empresas altamente especializadas no atendimento às usinas de açúcar e etanol. Qualquer redução na competitividade do etanol brasileiro ou retração dos investimentos nesse segmento acaba refletindo diretamente sobre a indústria metalmecânica, que fornece tecnologia, equipamentos e soluções para toda essa cadeia produtiva", observa.

 

Na avaliação do sindicato, a prioridade neste momento deve ser a busca de uma solução negociada entre os dois países. "O caminho mais eficiente é o diálogo. Entendemos que o governo brasileiro deve intensificar as negociações diplomáticas e comerciais para ampliar a lista de produtos contemplados pelas exceções e preservar a competitividade da indústria nacional. Essa é uma agenda que interessa às empresas, aos trabalhadores e à economia brasileira", afirma Camargo.

 

O Simespi também avalia que a adoção de medidas de reciprocidade comercial não representa, neste momento, a alternativa mais adequada para enfrentar o impasse. "A escalada de medidas retaliatórias tende a aumentar a insegurança nas relações comerciais, elevar custos e dificultar ainda mais o ambiente de negócios. O Brasil deve priorizar a negociação técnica, baseada em argumentos econômicos, buscando preservar mercados construídos ao longo de décadas e reduzir os impactos sobre os setores produtivos", acrescenta.

 

Segundo o presidente, o momento exige serenidade e atuação coordenada entre governo federal, setor produtivo e entidades representativas da indústria. "É fundamental que prevaleça o bom senso. A indústria brasileira precisa de previsibilidade, estabilidade e segurança para continuar investindo, inovando e gerando empregos. Piracicaba e toda a nossa região possuem uma economia fortemente industrializada e integrada ao comércio internacional. Defender essas empresas significa proteger milhares de postos de trabalho, a arrecadação dos municípios e o desenvolvimento regional."

 

O Simespi informa que acompanha permanentemente os desdobramentos da medida, defendendo a intensificação das negociações entre os governos, a ampliação das exceções tarifárias e a preservação das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

 

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