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Coluna: Além do pódio

Publicada em: 08/07/2026 09:43 -

Amor não correspondido

 

O futebol continua sendo a grande paixão nacional, mobilizando multidões, patrocinadores e investimentos bilionários. No entanto, há mais de duas décadas o Brasil não conquista uma Copa do Mundo, convivendo com resultados muito aquém da tradição que construiu. Mesmo assim, permanece sendo o centro absoluto das atenções do esporte brasileiro.

 

Enquanto o futebol coleciona expectativas frustradas, modalidades consideradas "amadoras" seguem levando o Brasil ao lugar mais alto do pódio. Judô, ginástica artística, vôlei, skate, surfe, canoagem e o taekwondo conquistam medalhas olímpicas, títulos mundiais e protagonismo internacional. No taekwondo, por exemplo, o Brasil acumula medalhas olímpicas, títulos pan-americanos e mundiais, consolidando-se entre as principais forças da modalidade nas Américas.

 

O contraste é evidente: os esportes que mais entregam resultados são justamente aqueles que recebem menos investimento, menos espaço na mídia e menor reconhecimento. Seus atletas treinam com recursos limitados, dependem do apoio das famílias e de projetos sociais, mas continuam representando o país com excelência nas principais competições do mundo.

 

Talvez esteja na hora de rever o conceito de paixão nacional. Não se trata de abandonar o futebol, mas de ampliar nosso olhar para modalidades que transformam esforço em conquistas concretas. O brasileiro precisa aprender a valorizar aquele que efetivamente entrega resultados e orgulha nosso país mundo a fora. Afinal, paixão é importante, mas reconhecimento e investimento devem acompanhar o mérito. E, hoje, são justamente os esportes chamados de amadores que vêm demonstrando um desempenho cada vez mais profissional.

 

Frederico Mitooka

Gestor Esportivo / CREF 027474-G / SP

Graduado em Ed. Física e Comunicação Social com Pós-graduação em Ciências Políticas e Gestão Pública

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